Revisitando os livros de bolso, onde queremos que caiba tudo o que tenha cabimento, a colecção « 13 x 18 » vem abrir espaço para escritas (des)formatadas em jeito de prosa, poesia ou ensaio. Liberdade em 234cm3, sem ajustes de contas! Desenganem-se, porém, os leitores que julgam que esta é uma colecção de livros de viagem, embora a viagem esteja subjacente aos títulos já publicados.  Na verdade, poderia dizer-se que estamos a pensar nos historiadores do futuro que procurarão na literatura vestígios da «sociologia dos caminhos» dos finais do século XX e dos inícios deste louco século XXI, neste passar de milénio.

Vaivém é um livro de viagens contadas na primeira pessoa, na contramão de uma rotina pendular forçada. Passadas nos transportes públicos portugueses, as descrições e reflexões da autora revelam a inquietação de quem parte com a certeza de que o melhor encontro será o regresso.

HELENA ALMEIDA nasceu na Covilhã e cresceu no Fundão, de onde saiu para estudar Direito. Atualmente vive em Lisboa e mantém uma relação profunda e viva com a Beira Baixa.


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“Não conheço na literatura portuguesa uma viagem de carro como esta, que balança entre o sexo, a revolta e o pensamento no futuro. Nada é definitivo, é a filosofia do narrador sem nome, que usa simultaneamente esta narrativa como pretexto de fuga do país e vade-mécum para mudar de vida. E que tem ressonâncias iniciáticas, pois o fim das ilusões é já a metamorfose de outro viver. Este livro sincero tem a força voluntariosa dos que querem arder na vivência. Não sabemos quantos litros de combustível gastou na sua viagem, mas sabemos os despojos das suas conquistas porque no-lo diz cruamente. E ainda bem, porque assim nos sentimos mais perto da sua vulnerabilidade desarmante. É sempre de admirar um carro chamado desejo.”

Manuel da Silva Ramos (do Posfácio)

H. M. S. PEREIRA nasceu na Covilhã e cresceu no Fundão, na Beira Baixa. Depois do liceu partiu para Lisboa, onde teve os primeiros empregos e frequentou a Faculdade de Letras. Aí fez os seus primeiros filmes amadores em vídeo e, entre 2007 e 2009, escreveu, o romance Operador de Call Center. Desde então escreveu alguns livros, hoje espalhados pela Internet e por algumas raras prateleiras: Manual de sobrevivência em português (2015); Interior e outras paragens —uma novela e três contos (2016) e 33 poemas de Bukowski (2019). Depois de tentar viver no Porto, pegou no seu carro velho e seguiu para o leste da Europa, onde faz traduções e alguns biscates. Nas suas palavras: «De um cu da Europa para o outro.» A este seu último romance, Os animais mortos na berma da estrada, foi atribuída uma menção honrosa no Prémio Literário União de Cidades Capitais da Língua Portuguesa 2020.


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